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 Bola Quadrada    fevereiro 6, 2012
Artigos publicados - BolaQuadrada Minimizar
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Depois da tempestade vem a bonança, certo? Não? E depois da bonança? Vem tempestade de novo?

A resposta depende muito do lado que você se encontra...

Em se tratando do Sport, o dito popular foi sábio. Após um começo avassalador de um Fla bem diferente do habitual – já que marcara logo dois gols (de atacante!) antes do décimo minuto de jogo – o que se esperar de uma equipe traumatizada pela eliminação da Libertadores e chacoalhada pela troca de técnico e saída confusa de jogador?

Tudo, menos o que se veria logo a seguir...

Aos 26 minutos, uma bola alçada na área encontrou a cabeça do zagueiro Durval livre para diminuir a contagem: 2 x 1. Aos 28, em nova bola na área, uma falha de Ronaldo Angelim permitiu que Weldon empatasse uma partida aparentemente perdida: 2 x 2. Antes do trigésimo minuto, adivinha? Nova bola alçada na área... não acredita? Pois é! Gol do Sport! Gol de Weldon. Sport 3 x 2 Fla. O que o Fla construiu em 4 minutos, o Sport demorou outros 4 para destruir.

Ao Fla, o que veio depois não interessou mais... e ainda descobriu que o tal dito estava incompleto: depois da tempestade vem a bonança... e (talvez) vice-versa.

Porém, se em Recife foram sete (ou oito) minutos o tempo 'real' de futebol, no Maracanã foi menos ainda. Em apenas uma boa jogada, umazinha... e mesmo assim só no fim do jogo, Leandro Amaral de passe para Fred que, em grande jogada, marcou o único gol do clássico que se de um lado alivia um pouco o Flu, de outro vai afundando cada vez mais o Bota...

Coritiba e Atlético Paranaense, que já foram campeões brasileiros, deixam em alerta o estado do Paraná. Já se foram 10 jogos envolvendo as duas equipes no atual campeonato. Nenhuma vitória. Um empate para cada. 13 gols sofridos por ambos. Se o Coritiba tinha a desculpa das atenções voltadas para a fase decisiva da Copa do Brasil, já não tem mais. Já o Atlético... nem essa desculpa tinha. Geninho, o amuleto, pediu o boné, depois de novo contundente revés na Arena, desta vez para o xará mineiro. O veterano Paulo Bayer, após turbulenta saída do Sport, chega para tentar conduzir a equipe rumo a dias melhores. Em momento de grande turbulência, o alento para os arquirrivais paranaense tem a mesma origem: ainda tem muito jogo para ser jogado neste campeonato.


Copa do Brasil

Um desafio de gigantes. De iguais. Mas o Inter sai na frente da disputa. No sorteio do mando de campo levou a melhor e decide a Copa no Beira Rio contra o Corinthians de Mano Menezes, gaúcho com raízes gremistas. Um pouquinho de Grenal na decisão...


F-1

Grande Prêmio Turquia de F1. Grande dia para assistir. Grande vontade de curtir. Grande paciência para aturar. Button venceu mais uma... Rubinho ficou distante, após muitos erros, bem atrás do alemão (já vi esse filme) Vettel, o segundo colocado, o primeiro fora Button. Nada de ultrapassagens. Nada de disputas. No máximo, 'estratégias' de pit stop. Um tempinho a mais aqui, uma paradinha a menos ali, e a linha de chegada vai se formando. Que graça tem? Porque manter tais circuitos no calendário? Corridas se arrastam por quase duas horas de passeios em nome de muitos outros motivos que não a competitividade. Até quando?

Diante da superioridade da Brawn GP em relação a todas as outras equipes (principalmente no caso de Button) sugestão maravilhosa vem de São Paulo: porque não entregar logo o título para Button a corrida de carros. Grande paciência para assistir. De , Fred fez grande jogada e marcou o único gol do jogo


Showbol

O futebol de campo teve seus filhos: primeiro o salão, depois a praia se tornaram palcos para novas maneiras de se disputar os jogos. O último herdeiro havia sido o futebol de rua, o chamado street soccer. Sempre que o profissionalismo alcançava o ápice na nova modalidade, uma nova maneira de jogar surgia. Pois eis que antes do total profissionalismo do street soccer, um novo filho já se encontra em prática: trata-se do showbol.
 

Jogado em quadras parecidas com o salão, sua maior inovação está no fato de não haver saída de bola: a arena é uma quadra fechada, com paredes. A bola bate e volta, e o jogo continua. Tal qual o futebol de praia em seus primórdios, os veteranos abundam nestas primeiras edições da nova modalidade: entre velhos conhecidos e outros não tão conhecidos assim, é possível rever toda a categoria dos bons tempos apresentada por nomes como Paulo Nunes, Edmundo, Arílson, Carlos Miguel, Mazzaroppi, Gonçalves entre tantos outros. Talvez não exatamente aquela 'velha categoria', já que além da tal inovação com a bola que não sai, outra característica interessante do showbol é a silhueta rechonchuda de grande parte de seus participantes. Longe das concentrações dos tempos de profissional da bola, muitos ex-atletas esbanjam na barriga saliente e muitos também apresentam carecas bastante avantajadas. É um show a parte. Será que vem daí o 'show' do nome? Não acredito. Mas se a idéia é atrair público para o novo evento, o tiro torto até que não saiu pela culatra... Afinal, do showbol pode se falar muita coisa. Mas é inegável que é algo bastante divertido...

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