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 Bola Quadrada    fevereiro 6, 2012
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Um ano que tinha tudo para ser verde, branco e grená pode acabar negro. Muito negro. Afinal, o que se esperar de uma equipe que tem Fred, Conca, Thiago Neves e Leandro Amaral sendo comandados pelo tetracampeão do mundo Carlos Alberto Parreira?

Certamente não era fugir do rebaixamento...
 
Pois a derrota para o Coritiba – uma equipe que também luta para escapar da degola – em pleno Maracanã deixou claro o objetivo maior da temporada. Dono da segunda pior campanha do primeiro turno, o Flu precisa de pelo menos o dobro dos pontos conquistados até agora para se garantir na Série A em 2010. E já não conta mais com Parreira e Thiago Neves. E ainda que seja prematuro falar em queda faltando ainda o segundo turno todo para ser jogado, o sinal de alerta no tricolor das Laranjeiras já foi acionado. Afinal, foi uma queda que deu início a um dos períodos mais conturbados de sua bela história. Nenhum tricolor gostaria de vivenciar período semelhante novamente.
 
O fim do Brasileirão de 96 decretou o rebaixamento, em campo, do Fluminense, mas uma manobra de bastidores manteve o clube na disputa da primeira divisão em 97. Resultado? Um novo e humilhante rebaixamento. Não tendo outra alternativa a não ser disputar a segunda divisão, o Flu em 98 aprendeu que o que estava ruim poderia ficar ainda pior: o fim da temporada decretou um novo rebaixamento para o clube que em 1999 iria disputar o Campeonato Brasileiro da Terceira Divisão.
 
Tri-rebaixado, pioneiro entre clubes grandes disputando a terceira divisão, o Fluminense percorreu um longo caminho até voltar a elite do futebol brasileiro. Por isso, para um tricolor, qualquer queda parece ser traumática. Mas nem tudo é desastre caso este fato (a queda) se consume. Seria a chance de ganhar a segunda divisão em 2010, tornando-se o único clube brasileiro a ganhar o título nacional nas três divisões do futebol brasileiro. Mais uma exclusividade do tricolor.
 
Renato Gaúcho era jogador-treinador do Fluminense nas últimas rodadas do Brasileiro de 1996. Convicto de que a queda do tricolor não aconteceria, Renato lançou naquele ano uma de suas mais conhecidas bravatas: andaria nu pelas ruas de Ipanema se a queda se concretizasse. Cobrado após a consumação da queda, saiu pela tangente ao afirmar que a promessa se referia à disputa da segunda divisão e não a queda da primeira. Com a manobra de bastidores que manteve o Flu na elite, escapou do pagamento.
 
Teria coragem de repetir a dose hoje?
 
Em tempo: Já que minha premonição funcionou anteriormente ao prever a queda de Carpeggiani, vou gastar um pouco mais da minha bola de cristal e prever que o próximo a perder o emprego será o próprio Renato Gaúcho em caso de nova derrota para o São Paulo no meio da semana. A conferir!
 
Perguntar Não Ofende: Até quando Fernando Henrique manterá seu status de titular do gol tricolor, apesar de tantas e seguidas falhas, principalmente ao insistir em usar os pés quando as mãos seriam os recursos mais apropriados?
 
Rumo ao Hexa
 
Delair, o presidente em exercício do Flamengo, parece ter sido contaminado por Márcio Braga. Poucos dias atrás afirmou que o Flamengo estava no Brasileiro para disputar o hexacampeonato. Se trabalhar mais com a lógica e menos com a emoção, Delair poderá constatar que tal afirmação só pode ser falsa ou dificilmente será verdadeira. Afinal, para chegar a um título são necessárias vitórias. Para se chegar as vitórias são necessários gols. Para se chegar aos gols é necessário frieza diante da baliza, de modo a deslocar o goleiro adversário, que já se encontra em desvantagem no confronto com o atacante. E essa frieza o Flamengo não tem, como ficou claro neste jogo com o Grêmio.
 
Foram muitas as oportunidades, estas em que o atacante só tem pela frente o goleiro. Todas devidamente desperdiçadas por Adriano, Emerson & Cia. Vitor do Grêmio é um excelente goleiro e merece todo o respeito, mas é inadmissível que um ataque desperdice tantas chances como essas em uma única partida. Depois não dá para simplesmente olhar para trás e reclamar da única falha cometida pelo goleiro Bruno. Tivesse o ataque do Flamengo feito pelo menos metade das boas oportunidades que teve ao seu dispor, a falha nem seria sentida.
 
O início de Ney Franco no Coritiba e de Estevam Soares no Botafogo foram alentadores. A realidade do São Paulo de Ricardo Gomes é uma preocupação a mais para as outras 19 equipes do campeonato. E a reação de Atlético Paranaense e Avaí são avassaladoras.
 
Flu e Sport que abram o olho.

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