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 Ser Mãe    setembro 6, 2010
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Olá pessoal!

Eu também sou uma mamífera com muito orgulho e muito feliz! Também passei por tudo que devia passar em relação à amamentação: meu bico do peito rachou, quase desmaiava de dor, tive febre por causa da mastite, chorei bastante no início; mas depois não existia e nem existe momento mais gratificante e emocionante quando você está alimentando seu filho. Tiago se alimentou exclusivamente com o meu leite até quase 6 meses, quando voltei a trabalhar e ele foi para a creche.

Quando ele começou a dormir a noite toda, meu peito enchia demais e comecei a doar leite também para este mesmo instituto. É outra sensação muito legal quando você ajuda alguém. E não posso esquecer: nos momentos de adaptação e dificuldades, as Amigas do Peito foram maravilhosas para mim! Fico triste de não poder ir nas reuniões, que acontecem no salão da Igreja dos Capuchinhos na 2ª terça-feira de todo mês. Fui só em uma e adorei!

Segue texto que recebi. Beijos para todos!

"Desde sempre a importância da amamentação é falada, anunciada e alardeada, mas nada supera o ato de amamentar para se conhecer e dar importância à experiência.

Muito se explica da técnica e antes de termos o bebê achamos que dominamos o assunto. Como tudo na vida, as experiências variam de pessoa para pessoa.

Laura não pegou o peito de primeira, assim como algumas de nós temos de aprender a amamentar, alguns bebês preciam aprender a mamar e até que Laura conseguisse fazer isso foram 3 intermináveis dias.

No primeiro a angústia de esperar o colostro descer e de você ver seu filho meio perdidinho, não sabendo bem como fazer mas tentando.

Depois o leite vem e o bebê que ainda não dominou a técnica tenta mamar em um peito tão cheio que parece um balão. Um peito cheio de leite, dolorido e que todas as enfermeiras apertam, aplicam gelo, oferecem a bombinha pra aliviar a dor.

Nisso Laura continuava em seu aprendizado, meu peito rachou, sangrou, precisei usar bico de silicone por 5 dias até ela realmente saber o que fazer.

Então o processo vai mais tranquilo, o bebê já sabe o que fazer, mas aí nós é que temos que aprender a aguentar a dor do peito enchendo, do bebê pegando o seio, dos calores que a amamentação dá, do leite pingando, pingando, pingando e você não conseguindo usar soutiens algum.

Aì o bebêzinho que até então não sabia o que fazer, passa a mamar quase que de hora em hora e você se torna o seu seio e vive para isso.

E isso simplesmente faz você se sentir uma pessoa especial, por saber que aquela criatura que Deus quis que viesse ao mundo através de você cresce e se desenvolve por conta do seu leite, do seu amor.

Além de amamentar a Laura, fui doadora de leite para o Instituto Fernandes Figueiras por 4 meses, parei pois com a volta ao trabalho precisei armazenar leite para minha filha e senti um vazio tremendo. Sempre conversei com a Laura sobre a importância do NOSSO gesto, quanto mais eu amamentava, mais leite produzia e mais eu podia doar. Era extremamente gratificante semanalmente entregar 1 ou 2 potes de leite que estariam ajudando muito algumas crianças que infelizmente não tiveram a mesma sorte da minha filha.

Essa semana, motivada por uma vontade enorme de continuar a ajudar e por conseguir produzir uma quantidade de leite boa, resolvi voltar a armazenar leite para doar. Talvez minhas horas de sono fiquem ainda menores, meu tempo mais corrido, mas certamente eu estou muito mais feliz.

Se você já amamentou, sabe o que estou falando, se ainda não viveu isso, por favor, viva, e se por algum acaso no início for difícil, não desista, reze, tenha paciência, se informe e acredite que você pode. E se você amamenta, faça isso por quanto puder. O seio fica flácido? Claro, ele enche e esvazia várias vezes, mas nada supera o momento em que seu filho dá uma paradinha durante a amamentação, te olha e sorri, ou quando de madrugada você fica com ele nos braços, cansada, com sono e você tem absoluta certeza de que amor maior nunca haverá. Nada supera a emoção e o amor e o choro fácil que vem quando você fala no assunto e dificilmente você irá parar de agradecer a Deus pela oportunidade de ser mamífero, sim, eu sou mamífera com muito orgulho!

Gostaria de dividir (é claro, gostaria de agradecer também) isso com cada pessoa que conheço, que faz parte da minha vida, que amo e que de alguma forma esteve comigo e está, que acompanhou minha gravidez e acompanha o crescimento da minha filha e certamente vai seguir fazendo isso.

E caso você ache que leu muito e resolveu parar alguns parágrafos para ler só o finalzinho, saiba e espalhe, amamentar é dar e receber amor, não se prive desse direito e muito menos prive seu filho e se puder, doe seu leite também: Instituto Fernandes Figueiras - 0800 268877.

Não deixe de vivenciar essa forma de felicidade!"

Beijos e felicidades para todos!!

Verônica

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