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  ColunasUniverso Digital    abril 30, 2017
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No dia 07/06/2013 o mundo todo se preocupou com a notícia do programa secreto norte-americano conhecido como PRISM e que obrigaria empresas como Google, Facebook, Microsoft e Apple, entre outras, a entregar dados confidenciais de seus usuários para o governo dos Estados Unidos. Depois da confirmação do presidente Obama, a polêmica ficou ainda maior e diversas empresas se apressaram em se pronunciar sobre o caso.

Isso foi o que aconteceu, por exemplo, com a Google, cujo CEO, Larry Page, declarou que a companhia não aderiu a "qualquer programa que poderia ceder para o governo dos EUA — ou para qualquer outro — acesso direto aos nossos serviços". Ainda assim, a empresa admite que libera informações para o governo por meio de ações legais, quando solicitada.

Ao se pronunciar, como já era esperado, o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, negou ter conhecimento sobre o programa e disse que, até ontem, nunca havia ouvido falar do PRISM. E complementou: "Nós nunca recebemos qualquer tipo de requisição ou ordem judicial de qualquer agência governamental exigindo informações ou metadados em massa, como foi reportado recentemente. E se tivéssemos recebido, lutaríamos agressivamente contra isso".


A imprensa internacional tem desconfiado do tom das declarações dadas pelas empresas, já que todas são muito similares e, apesar de negarem o acesso direto aos servidores dos serviços, deixam em aberto outras possibilidades de ação do PRISM.

De acordo com a CNET, o diretor de divulgação de projetos open source da Hewlett-Packard, Mark Atwood, não acredita na resposta dada pelo Facebook. Segundo Atwood, normalmente esse tipo de acordo possui regras claras em relação ao sigilo das informações, ou seja, seria ilegal Zuckerberg admitir o envolvimento com o PRISM. "Ele precisa mentir, pois isso é estabelecido judicialmente. Não se pode confiar nessa declaração", complementou o diretor.

Não é preciso dizer que em pouco tempo a notícia já gerou muita confusão. O maior problema disso tudo é que, como não há nada concreto, teorias e especulações de todo o tipo estão explodindo pela internet: uns dizem que um projeto assim é surreal demais para ser verdadeiro, outros afirmam que o PRISM realmente existe. Já alguns especialistas dizem que o programa é real, mas que não obriga as empresas a participarem.

Pouco depois do vazamento do PRISM, o presidente Obama veio a público, durante um discurso sobre a reforma de saúde em San Jose, dizer o que todos temiam. "Cada um dos membros do Congresso foi informado deste programa", declarou, confirmando a existência do programa antes secreto, de acordo com o THE VERGE.

Felizmente para os norte-americanos, e infelizmente para nós, Obama explicou que o alvo do PRISM não é o público dos EUA: "Com respeito à internet e emails, isso não se aplica aos cidadãos dos EUA e não se aplica às pessoas vivendo nos Estados Unidos".

Seria legal você ler mais sobre o assunto para formar uma melhor opinião sobre o mesmo.

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